5 de março de 2026 19:59

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Caos no Hospital Regional de Eunápolis: IGH e Prefeitura deixam profissionais sem salário e pacientes sem atendimento

O Hospital Regional de Eunápolis (HRE) atravessa uma das fases mais críticas de sua história. Desde a terceirização da unidade pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH), no início do ano, a situação só vem se agravando, afetando profissionais e pacientes de toda a região.

Em relato enviado à redação, um funcionário que preferiu não se identificar por medo de retaliações detalhou a situação caótica:

“É sabido por todos que o HRE há muito tempo passa por dificuldades, entretanto desde a sua terceirização a situação só vem se agravando. A gestora da unidade, IGH, vem fazendo demissões em massa. Muitas especialidades estão sem o segundo plantonista, setores perderam médicos prescritores, e também estão sendo demitidos técnicos de enfermagem e outros profissionais, gerando acúmulo de trabalho e lentidão nos atendimentos. Faltam insumos como antibióticos simples e de alto custo, próteses ortopédicas e exames de maior complexidade. A promessa de reimplantar o tomógrafo ainda não se concretizou.”

O funcionário acrescentou que os atrasos salariais atingem também os médicos, que receberam apenas parte do salário de junho e ainda não sabem quando receberão o restante. O pagamento de julho, que deveria ocorrer até o dia 15, também não tem previsão definida. As informações conflitantes entre IGH e Prefeitura Municipal aumentam a insegurança dos profissionais:

“A IGH alega que a prefeitura não fez o repasse total da verba, enquanto a Prefeitura diz que já repassou ou irá repassar em determinada data. Mas, na prática, chega a data e os profissionais continuam sem receber.”

O relato evidencia que os trabalhadores estão sobrecarregados, preocupados e cansados, o que aumenta o risco de paralisação futura. Até o momento, a categoria mantém os serviços funcionando por respeito à população, mas o cenário atual é insustentável.

A falta de profissionais e insumos compromete diretamente o atendimento da população de Eunápolis e municípios vizinhos, como Itabela, Guaratinga, Itapebi e Itagimirim. A situação já vem causando prejuízos às famílias dos profissionais, que dependem dos salários para o sustento, e aos pacientes, que enfrentam atrasos e restrições nos serviços de saúde.

Segundo o funcionário, respeito e dignidade são essenciais para que os profissionais continuem oferecendo atendimento de qualidade, algo que, segundo ele, atualmente está ameaçado pela atuação da IGH e pela ineficiência nos repasses da Prefeitura.

A crise no Hospital Regional de Eunápolis revela um problema estrutural: terceirização sem controle efetivo, atrasos de repasses do governo municipal e ausência de diálogo transparente entre gestores, trabalhadores e população.

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