O número de acidentes envolvendo crianças e adolescentes na Bahia cresceu 8% em 2024 em comparação com o ano anterior, passando de 8.520 para 9.114 registros, segundo levantamento da Aldeias Infantis SOS, com base em dados do DataSUS. O estado concentra 7,5% de todos os acidentes infantis no Brasil, com média de 26 ocorrências por dia.
As quedas foram a principal causa, correspondendo a 57% dos casos, seguidas por queimaduras (16%), acidentes de trânsito (9%) e intoxicações (2%). Outros 16% somam-se entre acidentes com armas de fogo, sufocação, afogamentos e incidentes diversos.
Em relação aos óbitos, houve um aumento de 7% entre 2022 e 2023, subindo de 193 para 207 mortes. Os afogamentos foram a principal causa, responsáveis por 36% dos casos, mesmo não figurando entre os acidentes mais recorrentes. Em seguida aparecem os acidentes de trânsito (30%) e sufocação (16%).
As vítimas mais atingidas são crianças entre 1 e 9 anos, que representam 58% dos óbitos.
Especialistas alertam que a maioria dos acidentes acontece em ambientes domésticos, onde os pais tendem a se sentir mais seguros. “Todo acidente é evitável, e para isso é preciso prevenção. Infelizmente, não temos essa cultura”, afirmou o capitão Gilvan Rodrigues, do Corpo de Bombeiros da Bahia.
Síndicos de condomínios também reforçam a necessidade de medidas básicas de proteção, como barreiras em piscinas, ralos de segurança e proibição de crianças desacompanhadas em áreas de lazer.