O uso de Inteligência Artificial (IA) para montar treinos na academia tem se popularizado, mas especialistas alertam para os riscos de utilizar essas ferramentas sem acompanhamento profissional. Ferramentas como chats de IA oferecem rotinas baseadas em parâmetros gerais, sem considerar avaliação física individualizada, histórico de saúde ou limitações específicas de cada pessoa.
Segundo pesquisa do Google em parceria com o Ipsos, 54% dos brasileiros já utilizaram IA, e 65% veem a tecnologia como promissora. Contudo, a IA não oferece respostas únicas e pode gerar treinos desalinhados com o perfil do usuário, aumentando o risco de lesões em joelhos, quadris e ombros, além de possíveis complicações cardíacas.
Especialistas destacam que a avaliação física e funcional realizada por profissionais é essencial para identificar fraquezas, encurtamentos, assimetrias musculares e limitações de mobilidade, além de corrigir a execução dos exercícios. Para o professor Rafael Salles, a IA só é segura quando usada por profissionais qualificados, que sabem interpretar informações, avaliar riscos e adaptar treinos de forma personalizada.
“Todos os treinos devem ser individualizados, considerando biotipo, objetivos e condições físicas de cada aluno. Isso exige conhecimento técnico e bases fisiológicas que só uma formação acadêmica e experiência prática podem oferecer”, explica Salles.