A megaoperação realizada no Rio de Janeiro nos últimos dias mexeu com o tabuleiro político nacional. Sob o comando do governador Cláudio Castro (PL), as forças de segurança fluminense deflagraram uma das maiores ações contra o crime organizado dos últimos anos, resultando na morte de diversos líderes de facções criminosas que dominavam favelas e comunidades, entre eles, criminosos de outros estados que haviam se refugiado no território carioca.
A operação, que envolveu Polícia Militar e Polícia Civil, teve como alvo facções que há anos impõem medo, tráfico e violência nas comunidades do Rio. O saldo foi duro para o crime, e politicamente indigesto para o Palácio do Planalto.
Nos bastidores, comenta-se que o presidente Lula não teria gostado nada da repercussão positiva da ação. O motivo? A ofensiva comandada por Castro, aliado de Jair Bolsonaro, expos a omissão do governo federal, que até o momento não apresentou nenhuma política efetiva de enfrentamento ao narcotráfico e ao domínio armado em favelas.
Enquanto o presidente prega o “diálogo” com líderes comunitários e questiona a “letalidade policial”, o governador fluminense tomou a decisão que o povo esperava: enfrentar o crime de frente. O resultado foi imediato, Castro viu sua popularidade disparar, sendo elogiado por parte expressiva da população que há tempos cobra ações firmes contra o poder paralelo.
Na prática, o que era para ser mais uma “operação local” virou um terremoto político. O Planalto teme que a imagem de Castro como defensor da ordem e da segurança pública se fortaleça nacionalmente, especialmente por ele pertencer ao PL, partido que representa a principal oposição a Lula.
A operação também mostrou algo que incomoda o governo federal: é possível agir, é possível enfrentar o crime com coragem e planejamento, sem depender de discursos ideológicos. Enquanto uns preferem culpar a “sociedade desigual” pelos crimes, outros como Castro, preferem agir e devolver a paz ao cidadão de bem.
Se há um recado claro deixado por essa megaoperação, é este: o Rio de Janeiro não vai se curvar ao crime. E, ao que tudo indica, Cláudio Castro não vai se curvar à pressão de Brasília.