5 de março de 2026 20:25

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Servidores de Ituberá vivem crise salarial enquanto fragilidade do comércio mantém população refém da gestão municipal

A situação dos servidores públicos do município de Ituberá tem se agravado e gerado forte indignação entre as categorias. Desde a reeleição do prefeito Reges, relatos de cortes salariais, redução de gratificações e diminuição de vencimentos vêm aumentando a tensão entre funcionários efetivos, contratados e prestadores de serviços.

Além dos cortes, servidores afirmam que demissões sem justificativas claras passaram a ocorrer com maior frequência, atingindo profissionais de diversas áreas. O cenário se soma ao atraso nos pagamentos das empresas terceirizadas, o que compromete o funcionamento de serviços essenciais e deixa trabalhadores sem remuneração regular.

Comércio fragilizado e dependência da prefeitura

A crise administrativa ocorre em um município onde a economia é, historicamente, dependente do setor público. Com um comércio local fragilizado e baixa capacidade de geração de emprego privado, grande parte da população tem na prefeitura sua principal e, muitas vezes, única fonte de renda.

Essa dependência econômica transforma cidadãos em reféns da gestão municipal, que detém grande influência sobre a vida financeira de boa parte das famílias. Com poucos empregos formais no setor privado e circulação limitada de capital, comerciantes também sentem o impacto direto do atraso salarial e das incertezas na folha do funcionalismo.

Empresários relatam que o movimento caiu, contas ficaram mais difíceis de pagar e muitos estabelecimentos têm operado no limite. A crítica recorrente é de que uma cidade sem fortalecimento econômico externo à prefeitura permanece vulnerável a qualquer crise da administração pública.

Indignação e incerteza

A insatisfação dos servidores vem crescendo, e grupos já se mobilizam para denunciar o que chamam de desmonte das condições de trabalho na cidade. Relatos apontam que, desde o início do novo mandato do prefeito Reges, as mudanças impostas não foram dialogadas com as categorias e não tiveram justificativas apresentadas de forma transparente.

Diante dos cortes, demissões e atrasos, muitos trabalhadores dizem se sentir inseguros e desvalorizados, enquanto a população sofre com a instabilidade dos serviços municipais.

Esta matéria está em atualização.

Novas informações serão incluídas à medida que a reportagem avançar.

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