5 de março de 2026 20:26

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Rompimento de Motta Expõe Crise e Isolamento do PT na Câmara

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou o rompimento com o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), evidenciando o crescente isolamento petista dentro da Casa. “Não tenho mais interesse em ter nenhum tipo de relação com o deputado Lindbergh Farias”, declarou Motta.

A ruptura amplia a crise entre o governo Lula e o Congresso, que já enfrenta desgaste com o Senado. Segundo líderes próximos ao presidente da Câmara, a convivência com o PT será agora apenas formal.

Nos bastidores, aliados de Motta afirmam que o PT tem criado atritos internos ao tentar impor sua agenda e pressionar a imagem da Câmara. Lindbergh é acusado por parlamentares de elevar o tom das discussões e agir como porta-voz direto do Planalto, extrapolando suas funções.

O ápice da crise ocorreu durante a votação do projeto de lei antifacção. O governo tentou barrar o texto após alterações feitas pelo relator, Guilherme Derrite (PP-SP), mas foi derrotado, revelando fragilidade da articulação petista. O projeto segue para o Senado, onde o Planalto também enfrenta resistência.

Parlamentares do centrão apontam que o governo Lula acumula acordos descumpridos, baixa execução de emendas e conflitos constantes, alimentando um ambiente de desconfiança. Mesmo sem rompimento declarado com a ministra Gleisi Hoffmann, aliados de Motta admitem desgaste com a condução política do PT.

A tensão cresce ainda mais após a escolha de Jorge Messias para o STF, contrariando a preferência de setores do Senado, que apoiavam Rodrigo Pacheco.

A relação do PT com a Câmara, desde o início do ano, tem sido marcada por derrotas, atritos e dificuldades para formar maioria. O rompimento de Motta com Lindbergh reforça a percepção de enfraquecimento do partido e intensifica a turbulência entre o Legislativo e o governo federal.

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