O consumo de bebidas alcoólicas deve ser interrompido, preferencialmente, a partir dos 65 anos, segundo alerta de um neurologista citado em reportagem do Correio. De acordo com o especialista, essa fase da vida marca um período em que o cérebro se torna mais vulnerável aos efeitos tóxicos do álcool, o que pode comprometer a memória e outras funções cognitivas.
O médico explica que o álcool é uma neurotoxina, capaz de prejudicar a comunicação entre os neurônios. Com o avanço da idade, o organismo perde parte da capacidade de se recuperar desses danos, o que aumenta o risco de doenças neurodegenerativas, como a demência.
Além disso, o consumo prolongado de álcool está associado à deficiência de vitamina B1 (tiamina), essencial para o funcionamento do cérebro. A falta dessa vitamina pode levar a quadros neurológicos graves, como a síndrome de Wernicke-Korsakoff, caracterizada por confusão mental e perda significativa de memória.
O neurologista ressalta que a recomendação dos 65 anos não significa que o álcool seja seguro antes disso. O uso frequente e excessivo pode causar prejuízos ao cérebro em qualquer idade, mas os impactos tendem a ser mais severos na terceira idade.
A orientação médica é que a redução ou interrupção do consumo de álcool seja vista como uma medida preventiva para garantir envelhecimento mais saudável, preservando a memória, o raciocínio e a qualidade de vida.