No encerramento de 2025, mais de 48 mil pessoas privadas de liberdade foram autorizadas a deixar temporariamente as unidades prisionais do país durante a chamada “saidinha” de Natal. A grande maioria, cerca de 46,3 mil detentos, voltou aos presídios dentro do prazo estabelecido.
Por outro lado, aproximadamente 1,9 mil presos não se reapresentaram às autoridades e passaram a ser considerados foragidos. Esse contingente corresponde a cerca de 4% do total de beneficiados com a saída temporária.
Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo g1, com base em informações encaminhadas por 17 estados brasileiros e pelo Distrito Federal. Minas Gerais não informou os números de detentos que saíram nem dos que retornaram. Já os estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte não adotam a política de saidinha.
Entre as unidades da federação que concederam o benefício, o Rio de Janeiro apresentou o maior índice proporcional de não retorno. No estado, 1.868 presos foram liberados temporariamente, e 269 não voltaram aos presídios, o que representa cerca de 14%. Nesse grupo, estão incluídos integrantes de facções criminosas e cinco detentos classificados como de alta periculosidade.
Paraná e Rondônia também não informaram quantos presos retornaram após o período de saída temporária.