Passado mais de um ano de gestão, o governo de Marcos Medrado é alvo de críticas crescentes em Valença. A principal queixa da população é clara: o município segue recebendo muito pouco do Estado e da União, apesar do histórico político do gestor e de sua relação próxima com lideranças de peso, como Rui Costa e Jerônimo Rodrigues.
Com décadas de atuação na política e trânsito livre em Brasília e Salvador, a expectativa era de que Valença avançasse em obras estruturantes, investimentos em saúde e educação e maior presença de programas governamentais. No entanto, na prática, os valencianos afirmam que os resultados não apareceram.
A saúde pública é apontada como um dos setores mais afetados, com unidades sucateadas, falta de atendimento adequado e ausência de investimentos significativos. A educação segue o mesmo caminho, enfrentando problemas estruturais, carência de recursos e pouca perspectiva de melhorias a curto prazo.
Para muitos moradores, a sensação é de abandono. A avaliação predominante é que Valença continua à margem das prioridades dos governos estadual e federal, enquanto o capital político do prefeito não se converte em benefícios concretos para a população.
Diante desse cenário, cresce a cobrança por mais articulação, resultados efetivos e ações que tirem Valença do discurso e a coloquem, de fato, no centro das decisões e dos investimentos públicos.