Na noite de 16 de fevereiro de 2026, a Polícia Militar de Itagimirim (BA) prendeu dois homens — de 28 e 60 anos — por caça de animais silvestres e porte ilegal de arma de fogo. A detenção ocorreu após os policiais flagrarem a dupla saindo de uma área de mata às margens da BA-687 com três tatus abatidos, espécie protegida por leis ambientais brasileiras.
Durante a abordagem, foram apreendidas duas espingardas e acessórios usados na prática de caça, caracterizando o crime ambiental juntamente com o porte ilegal de arma. Por envolver pena superior a cinco anos de reclusão, a legislação não permite a concessão de fiança, e os dois permanecem custodiados na delegacia de Eunápolis, à espera de audiência de custódia em que um juiz decidirá sobre liberdade provisória ou medidas cautelares.
Segundo a Polícia Militar, os homens são moradores do bairro Juca Rosa, na zona norte de Eunápolis — um aposentado e um montador de móveis.
Especialistas ouvidos alertam que a caça ilegal desequilibra o ecossistema, reduz as populações de espécies que exercem funções importantes no meio ambiente e pode representar riscos à saúde humana, pois alguns animais silvestres podem ser portadores de agentes infecciosos que se transmitem por manejo ou consumo inadequado da carne.