A CPI do Crime Organizado do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (25/02/2026) uma série de convites e convocações para depoimentos e medidas de investigação no âmbito das apurações sobre interferências de organizações criminosas no sistema financeiro e possíveis vínculos com autoridades públicas.
De acordo com o regimento das comissões parlamentares de inquérito, convites não obrigam a presença, enquanto convocações determinam a obrigação de comparecimento, salvo decisão judicial que suspenda a exigência.
Chamados para prestar depoimento e lista de autoridades
Entre os que receberam convites para participar das audiências da CPI estão autoridades de destaque, tais como:
- Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) (comparecimento facultativo);
- Rui Costa, ministro da Casa Civil;
- Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central;
- Guido Mantega, ex-ministro do Planejamento e da Fazenda.
Já as convocações obrigatórias aprovadas pela comissão incluem:
- Daniel Vorcaro, empresário e ex-controlador do Banco Master;
- Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central;
- Paulo Guedes, ex-ministro da Economia;
- João Roma e Ronaldo Bento, ex-ministros da Cidadania no governo anterior.
Essas medidas foram tomadas no contexto das investigações sobre o caso conhecido como “Caso Master”, que envolve supostas relações entre a instituição financeira e operações vinculadas ao crime organizado, além do pedido de quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de empresas relacionadas ao tema.
Medidas adicionais aprovadas
Além dos convites e convocações, a comissão aprovou pedidos para a quebra de sigilo de documentos e dados financeiros de empresas envolvidas, como o Banco Master e outras companhias sob investigação, com o objetivo de ampliar o escopo de informações à disposição dos parlamentares.
O objetivo declarado pelos membros da CPI é obter subsídios que permitam avaliar de forma mais ampla possíveis mecanismos de infiltração de organizações criminosas no sistema financeiro e nas instituições públicas, bem como identificar eventuais vínculos societários ou financeiros relevantes para a apuração.