O Governo da Bahia voltou a projetar o início das obras da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, desta vez para junho de 2026. O novo prazo foi apresentado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), reacendendo debates sobre a demora na execução de um dos projetos mais anunciados da infraestrutura estadual.
Prometida há mais de uma década, a obra acumula sucessivos adiamentos, revisões contratuais e entraves financeiros. Apesar da recente reestruturação do contrato com o consórcio responsável, em sua maioria formado por empresas chinesas, ainda há questionamentos sobre a viabilidade econômica e o cumprimento do cronograma.
Orçada em mais de R$ 10 bilhões, a ponte é frequentemente apontada pelo governo como estratégica para o desenvolvimento econômico e a integração regional. No entanto, críticos destacam que o projeto segue no papel, sem previsão concreta de início das obras até o momento.
A apresentação ao TCE-BA indica que ajustes foram feitos para garantir segurança jurídica ao contrato, mas especialistas e setores da sociedade cobram mais transparência e clareza sobre os custos, prazos e impactos reais da obra.
Enquanto isso, a população continua dependente do sistema ferry-boat, que há anos enfrenta críticas por problemas operacionais e limitações na travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica.
Mesmo com a nova promessa, o histórico de atrasos faz com que o anúncio seja recebido com cautela, levantando dúvidas sobre se, desta vez, o projeto finalmente sairá do papel.