Mesmo contando com o apoio oficial de cerca de 380 dos 417 prefeitos baianos, o então candidato ao governo da Bahia, Paulo Souto, foi derrotado ainda no primeiro turno das eleições de 2006.
O vencedor da disputa foi Jaques Wagner, candidato do PT, que surpreendeu ao superar o favoritismo inicial do adversário e conquistar o governo estadual.
O episódio se tornou um dos mais emblemáticos da política baiana, sendo frequentemente citado como prova de que o apoio massivo de prefeitos não é garantia de vitória nas urnas, especialmente quando há um cenário de forte desejo de mudança por parte do eleitorado.
No início da campanha, estimava-se que cerca de 90% dos prefeitos da Bahia estivessem alinhados ao grupo político liderado por Antonio Carlos Magalhães, principal fiador da candidatura de Souto.
No entanto, ao longo da disputa, muitos gestores municipais passaram a migrar, de forma silenciosa ou pública, para a campanha de Wagner. Esse movimento foi impulsionado, sobretudo, pela alta popularidade do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ajudou a consolidar a chamada “onda de mudança” no estado e no país.