A Justiça da Bahia decidiu manter a prisão preventiva do guarda civil municipal acusado de matar o cantor de arrocha Josemar Xavier Pereira, conhecido como Jô Xavier, no município de Itabela, no extremo sul do estado. Além disso, foi confirmado que o réu será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, previsto para maio de 2026.
A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), que negou recurso da defesa e manteve a sentença de pronúncia, reconhecendo a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade do crime. Com isso, o acusado seguirá preso aguardando julgamento.
O crime ocorreu na noite de 27 de abril de 2025, na Rua Getúlio Vargas, no centro de Itabela. Segundo as investigações, o cantor foi atingido por quatro disparos de arma de fogo, sendo três nas costas e um no abdômen, morrendo ainda no local.
De acordo com a apuração policial, a motivação do homicídio teria sido passional. O acusado não aceitava o relacionamento da ex-companheira com a vítima, o que teria levado a uma discussão antes dos disparos.
A Justiça também manteve as qualificadoras do crime, considerando o motivo torpe — relacionado a ciúmes — e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, já que os tiros teriam sido efetuados de forma inesperada.
Após o crime, o acusado fugiu e permaneceu foragido por cerca de três semanas, sendo localizado e preso no estado do Espírito Santo, em maio de 2025.
Com a decisão, o caso avança para a fase final do processo, quando jurados da sociedade irão decidir pela condenação ou absolvição do réu. O julgamento deve ocorrer em maio de 2026 e é aguardado com grande expectativa pela população de Itabela, onde o cantor era bastante conhecido.