27 de abril de 2026 10:35

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Fantástico expõe esconderijo de luxo de traficante Dáda no Vidigal e levanta suspeitas sobre fuga antecipada

Uma reportagem exibida pelo Fantástico trouxe à tona novos e impressionantes detalhes sobre o paradeiro do traficante Ednaldo Pereira Souza, foragido desde o fim de 2024 após escapar do presídio de Eunápolis, no extremo sul da Bahia.

Imagens exclusivas mostram que Dáda estava escondido em uma mansão de alto padrão no alto do Vidigal, no Rio de Janeiro, onde promoveu uma festa luxuosa para comemorar o aniversário de três anos da filha. O imóvel contava com piscina, churrasqueira, oito quartos, sistema de monitoramento e uma suíte apelidada de “presidencial”, reservada ao líder do grupo.

Segundo as investigações do Ministério Público, o local foi escolhido estrategicamente: situado próximo à mata e em área de difícil acesso, facilitava rotas de fuga e permitia monitorar a movimentação policial. Dias antes da chegada de Dáda, criminosos armados já ocupavam o espaço, utilizando o imóvel como base de apoio.

As imagens revelam ainda a presença de armamento pesado, com pelo menos 20 fuzis identificados pelos investigadores, além da participação de outros foragidos considerados de alta periculosidade, como Édson Santos Cruz, conhecido como Gana ou Bomba, e Sirlon Rosário Dias Silva — este último também fugitivo do presídio baiano.

Apesar do clima de festa, com brinquedos infantis e estrutura montada para confraternização, autoridades acreditam que o encontro também teve como objetivo a articulação de atividades criminosas.

O que mais chama atenção é que, poucas horas antes da operação policial realizada na segunda-feira (20), o grupo deixou o local de forma tranquila. Quando os agentes chegaram, a casa já estava completamente vazia. A coincidência levanta suspeitas sobre um possível vazamento de informações, hipótese ainda sob investigação. A CORE (Coordenadoria de Recursos Especiais) negou qualquer falha ou vazamento.

A operação provocou intenso tiroteio na região, deixando turistas ilhados no Morro Dois Irmãos e gerando pânico entre moradores e visitantes.

Dáda, que acumula condenações que somam 68 anos de prisão por tráfico e homicídios, já havia sido alvo de investigações anteriores que apontam um suposto esquema de corrupção envolvendo figuras políticas. Segundo denúncias, ele teria pago propina a Uldurico Júnior e Geddel Vieira Lima para facilitar sua saída do presídio de Eunápolis. Além disso, relatos indicam que um irmão de Loyola, secretário ligado ao governador Jerônimo Rodrigues, teria participado de reuniões relacionadas às negociações.

As investigações seguem em andamento e buscam esclarecer não apenas o paradeiro atual do traficante, mas também possíveis conexões políticas e falhas no sistema de segurança que permitiram sua fuga e movimentação mesmo sendo um dos criminosos mais procurados do país

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