Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a cúpula do G7, na França, provocou forte repercussão política nesta semana. Em conversa informal captada por um microfone aberto, Lula afirmou que “nunca foi esquerdista” e que “o mundo é do caminho do meio”.
A fala ocorreu durante um diálogo com o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, e a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. Ao ouvir que, no início de seu primeiro mandato, muitos o enxergavam como um líder de esquerda, Lula respondeu que nunca se considerou um “esquerdista”, destacando sua trajetória como líder sindical e defensor do diálogo político.
A declaração chamou atenção por partir justamente do principal nome do Partido dos Trabalhadores, legenda historicamente identificada com a esquerda brasileira. O episódio gerou questionamentos entre adversários políticos e também entre apoiadores do governo sobre o posicionamento ideológico adotado pelo presidente ao longo de sua trajetória.
Além de afirmar que nunca foi esquerdista, Lula declarou que “o mundo não é de esquerda”, argumentando que a maioria dos governos busca posições mais moderadas e pragmáticas. A fala foi amplamente repercutida em veículos de comunicação nacionais e internacionais.
O episódio acontece em um momento de intenso debate político no Brasil e no exterior, especialmente diante do avanço de forças conservadoras em diversos países e da preparação para as eleições presidenciais de 2026.