A transformação de Jovita, outrora conhecida por sua postura aguerrida em defesa da educação pública, tem causado estranheza e indignação entre professores, pais e funcionários da rede municipal de ensino. A ex-sindicalista, que até pouco tempo fazia discursos inflamados cobrando melhorias para escolas e valorização dos profissionais da educação, agora parece ter se acomodado ao cargo de secretária municipal, adotando o silêncio como política.
Nas redes sociais e bastidores das escolas, o sentimento é de frustração. Jovita, que antes denunciava com veemência os problemas estruturais e orçamentários do setor, agora evita qualquer exposição e ignora publicamente os desafios enfrentados pela categoria que já representou. Pais e responsáveis relatam abandono, professores se sentem acuados e funcionários da educação apontam para uma gestão fria e distante.
Segundo fontes da própria secretaria, Jovita sequer possui controle real sobre os recursos financeiros da pasta. Sua nomeação teria tido um único propósito: controlar a classe docente, evitando mobilizações e mantendo a APLB, que antes marchava ao lado dela, em total silêncio. O sindicato, que já foi protagonista de greves e protestos, hoje é visto por muitos como uma extensão do gabinete, limitado a reproduzir discursos prontos, como bonecos de ventríloquo.
A mudança de postura não passou despercebida. O que antes era esperança de representatividade, hoje se tornou motivo de críticas. O que aconteceu com a voz combativa de Jovita? Teria se calado diante do poder ou foi cooptada por ele?
Enquanto isso, escolas enfrentam problemas sérios de infraestrutura, alunos ficam sem materiais básicos e professores seguem sem reajuste digno. A educação pede socorro e a antiga defensora parece ter virado as costas.