O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), afirmou nesta segunda-feira (28), em entrevista ao Projeto Prisma, que os problemas com o ex-ministro João Roma foram superados e que houve uma reaproximação entre ambos. Ele também aproveitou para alfinetar a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), afirmando que os aliados do governo enfrentam mais desafios internos do que a oposição.
“A base governista tem mais problemas do que a gente. Qual é o maior debate político que ocorre hoje? É alguém que está me deixando ou é o PSD que pode deixar o governo? Ou é a turma do PT que quer fazer chapa puro-sangue e pode tirar Coronel e Otto da equação?”, questionou o líder da oposição, citando possíveis divergências internas entre petistas e aliados como Otto Alencar (PSD) e Angelo Coronel.
Neto também minimizou as críticas do governo de que a oposição estaria fragilizada e destacou que movimentações políticas são comuns no cenário pré-eleitoral. “Na campanha passada, de 2022, a principal mudança foi o apoio de João Leão, que era vice-governador de Rui Costa e passou a nos apoiar. Essas mudanças são naturais”, disse.
Sobre a disputa de 2026, ACM Neto indicou que ainda há indefinições tanto entre aliados quanto entre adversários. “Os partidos ainda têm muito a acontecer. Acho que ainda tem muita água para passar debaixo dessa ponte”, afirmou.
Por fim, reforçou a diferença entre o apoio institucional que o governo possui e a força popular que, segundo ele, sustenta a oposição. “O grupo deles reúne Governo do Estado e Governo Federal, o que naturalmente atrai forças políticas. Mas candidatura de oposição é de povo, não de política”, concluiu.