5 de março de 2026 19:54

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Bahia é o 4º estado com mais crimes de violência sexual em 2024, aponta Anuário da Segurança Pública

A Bahia ocupa a quarta posição no ranking nacional de crimes de violência sexual em 2024, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (24). O estado registrou 8.559 ocorrências, número que representa um aumento de 3,7% em comparação com 2023, quando foram contabilizados 8.253 casos.

Os dados englobam diversas tipificações criminais, incluindo assédio sexual, importunação sexual, estupro, tentativa de estupro, pornografia e exploração sexual. O levantamento revela que praticamente todas as categorias apresentaram crescimento na Bahia, com exceção do assédio sexual, que apresentou queda de 9,7% em relação ao ano anterior.

Crimes em alta

Os crimes que mais cresceram no estado foram:

  • Favorecimento à prostituição ou outra forma de exploração sexual: 17 casos (+54,3%);
  • Divulgação de cena de estupro, estupro de vulnerável, sexo ou pornografia: 455 casos (+33,6%);
  • Importunação sexual: 1.817 casos (+10,7%);
  • Estupro e estupro de vulnerável: 5.323 casos (+1,2%);
  • Tentativa de estupro e tentativa de estupro de vulnerável: 389 casos (+0,6%);
  • Assédio sexual: 558 casos (-9,7%).

O crime de estupro e estupro de vulnerável continua sendo o mais frequente, representando mais de 62% das ocorrências totais de violência sexual no estado.

Comparativo nacional

A Bahia ficou atrás apenas de São Paulo (30.563 casos), Minas Gerais (13.565) e Rio de Janeiro (10.428). No total, o Brasil registrou 141.573 crimes de violência sexual em 2024, sendo 87.545 casos de estupro — principal tipo de violência analisada.

O relatório destaca que, em 85% dos casos de estupro registrados no país, as vítimas são mulheres. Na Bahia, esse percentual é ainda mais alarmante: 87% das vítimas são do sexo feminino, evidenciando a vulnerabilidade de meninas e mulheres à violência sexual no estado.

Análise e desafios

Especialistas apontam que os dados refletem tanto um cenário de agravamento da violência sexual quanto uma maior disposição das vítimas em denunciar, impulsionada por campanhas de conscientização, fortalecimento da rede de apoio e avanços nos canais de denúncia. No entanto, o subregistro ainda é elevado, o que indica que o número real de vítimas pode ser significativamente maior.

As estatísticas também revelam a necessidade de reforçar políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero, como:

  • Expansão de delegacias especializadas e atendimento humanizado às vítimas;
  • Investimento em educação sexual e prevenção nas escolas;
  • Treinamento de profissionais da saúde, segurança e justiça para o acolhimento adequado;
  • Campanhas permanentes de informação e empoderamento das vítimas.

A expectativa é de que os dados do Anuário sirvam como instrumento de pressão e planejamento para gestores públicos em todos os níveis de governo, com o objetivo de reduzir a impunidade, proteger as vítimas e prevenir novas ocorrências.


📊 Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 – Fórum Brasileiro de Segurança Pública
📍 Período analisado: Ano de 2024

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