Por Redação – GNBahia
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou à Justiça o atacante do Flamengo, Bruno Henrique Pinto, por suposta participação em um esquema criminoso de manipulação de resultados esportivos e estelionato contra casas de apostas. A denúncia foi formalizada nesta quarta-feira (11) e envolve ainda outras oito pessoas, incluindo familiares e amigos do jogador.
De acordo com o MP, Bruno Henrique teria combinado previamente com o irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, que forçaria a aplicação de um cartão amarelo durante a partida entre Flamengo e Santos, realizada em 1º de novembro de 2023, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. A informação privilegiada teria sido usada para realizar apostas em plataformas online, violando a ética esportiva, a integridade do jogo e o direito dos consumidores.
A denúncia é embasada em trocas de mensagens entre o jogador e o irmão, nas quais Bruno Henrique confirma a data em que receberia o cartão. Na ocasião, ele acabou sendo advertido com cartão amarelo e, após reclamação ao árbitro, recebeu o cartão vermelho direto.
Além de Bruno e seu irmão, também foram denunciados Ludymilla Araújo Lima (cunhada), Poliana Ester Nunes Cardoso (prima), Claudinei Vitor Mosquete Bassan (amigo), Rafaela Cristina Elias Bassan (companheira de Claudinei), Henrique Mosquete do Nascimento, Andryl Sales Nascimento dos Reis e Max Evangelista Amorim. Todos são acusados de participação no esquema, por realizar ou facilitar apostas baseadas na informação repassada pelo jogador.
Segundo a Promotoria, Bruno Henrique já havia sido indiciado pela Polícia Federal em abril deste ano, pelos mesmos crimes. O MP solicitou ainda que o atleta seja condenado a pagar R$ 2 milhões por danos morais coletivos e que a quantia seja estabelecida também como fiança, para garantir sua presença nos atos processuais, já que o jogador tem alta mobilidade internacional.
O MP recusou a proposta de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) a Bruno Henrique, argumentando que, pela gravidade do caso e sua condição de atleta de destaque nacional, o benefício seria insuficiente para a reprovação e a prevenção do crime. Também foi lembrado que o jogador já havia firmado um ANPP em 2021, ao ser flagrado com carteira de habilitação falsa, o que demonstra reincidência em condutas ilegais.
A denúncia ainda destaca que a atuação do jogador compromete a credibilidade do esporte e pode estimular novos casos de fraudes em apostas, sobretudo por ele ser uma figura pública de grande influência, admirada por milhões de torcedores e jovens.
Agora, a Justiça decidirá se aceita a denúncia e transforma Bruno Henrique e os demais investigados em réus.