5 de março de 2026 21:15

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Conflitos de terra no Extremo Sul da Bahia: governador diz que não deve haver conotação política

O governador Jerônimo Rodrigues declarou nesta quinta-feira (26/02/2026) que o conflito de terra no Extremo Sul da Bahia não deve ter conotação política, apesar do contexto de aproximação das eleições de 2026. A fala foi dada durante entrevista ao Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias.

Segundo ele, está marcada para esta tarde uma reunião com representantes dos ministérios da Justiça e dos Povos Indígenas, além de indígenas e empresários rurais, com o objetivo de tentar reduzir os efeitos da crise fundiária e promover diálogo entre as partes envolvidas.

Palavras do governador e mediação de conflitos

Jerônimo enfatizou que a disputa no Extremo Sul “não é de partido, não é de esquerda nem de direita”, mas sim uma questão que precisa de mediação institucional. Ele afirmou que, no encontro, será buscado apoio tanto às demandas dos empresários quanto o reconhecimento dos direitos territoriais dos povos indígenas, ressaltando que seu papel é atuar como mediador.

O governador ainda destacou preocupação com a possibilidade de envolvimento do crime organizado nos conflitos e afirmou que haverá resposta caso seja confirmado, reforçando a necessidade de atuação integrada das autoridades.

Ações recentes na região

A tensão no Extremo Sul tem gerado preocupação nas últimas semanas. O governo estadual enviou representantes das forças de segurança e das instituições públicas para ouvir produtores rurais e outras partes interessadas, buscando reduzir a escalada de violência e restaurar a normalidade nas áreas afetadas por disputas de terra.

Casos recentes de violência na região, incluindo o ataque a turistas baleadas enquanto transitavam por áreas de conflito, acenderam alertas sobre a necessidade de reforço na segurança e soluções estruturais para os impasses fundiários.

Expectativas e próximos passos

A reunião prevista para esta quinta-feira é vista pelo governo como um passo importante para ampliar o diálogo entre os diferentes grupos envolvidos, com a participação de órgãos federais e estaduais. A expectativa é que esse processo contribua para diminuir a tensão e estabelecer caminhos legais e pacíficos para a resolução dos conflitos de terra no Extremo Sul baiano.

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