5 de março de 2026 20:07

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Espremer espinhas aumenta risco de infecção e cicatrizes, alertam dermatologistas

Dermatologistas alertam que espremer cravos e espinhas por conta própria pode trazer sérios riscos à saúde da pele, como infecções, manchas e cicatrizes. Em casos raros, o ato pode até evoluir para complicações graves, incluindo meningite.

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro, Regina Schechtman, as espinhas concentram bactérias e, ao serem pressionadas, aumentam o risco de inflamações. Além disso, o contato com as unhas pode agravar lesões e deixar marcas. A dermatologista Beatriz Bottura reforça que cicatrizes e manchas são muito mais difíceis de tratar do que a própria acne.

Ao contrário do hábito de espremer, a limpeza de pele realizada por profissionais é considerada segura, pois utiliza técnicas adequadas, instrumentos esterilizados e antissépticos. No entanto, lesões muito inflamadas devem ser tratadas com outros métodos antes da extração.

Entre os fatores que contribuem para o surgimento da acne estão alterações hormonais, estresse, alimentação rica em açúcar e ultraprocessados, além do uso de cosméticos inadequados. O problema atinge cerca de 85% dos adolescentes, mas também pode ocorrer em adultos, especialmente em pessoas com pele oleosa.

Para prevenir, os especialistas recomendam manter uma rotina de cuidados com sabonetes adequados, uso diário de protetor solar e preferência por produtos não comedogênicos. A avaliação de um dermatologista é fundamental para indicar o tratamento mais eficaz para cada caso.

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