Um estudo inédito da Universidade de Copenhague (Dinamarca) revelou que o consumo de alimentos ultraprocessados, comuns na mesa dos brasileiros, pode trazer sérios riscos à saúde metabólica e reprodutiva masculina.
Mesmo com a ingestão de calorias equivalentes a uma dieta baseada em alimentos naturais, os voluntários que se alimentaram de ultraprocessados, como salsichas, macarrão instantâneo, biscoitos recheados e refrigerantes, apresentaram ganho médio de 1 kg de gordura corporal em três semanas, além de piora nos indicadores de saúde cardiovascular.
A pesquisa, publicada na revista Cell Metabolism, também apontou alterações hormonais. Foram detectados níveis elevados de ftalatos (substâncias presentes em plásticos e classificadas como disruptores endócrinos), associados à queda de testosterona e do hormônio folículo-estimulante (FSH), fundamentais para a produção de espermatozoides.
Os resultados reforçam o alerta para os efeitos silenciosos dos ultraprocessados, que seguem em alta no consumo diário dos brasileiros.