5 de março de 2026 19:50

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Ex-diretora do presídio de Eunápolis é acusada de mandar facção matar influencer de fofocas

O Ministério Público da Bahia (MP‑BA) apresentou denúncia contra Joneuma Silva Neres, ex‑diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, alegando que ela teria articulado o sequestro e provável assassinato de Alan Queven dos Santos Barbosa, de 22 anos — responsável por uma página de fofocas que a chamava de “miliciana” e denunciava supostos esquemas de corrupção sob sua gestão.

O crime, ocorrido em 7 de junho de 2024, envolveu Alan sendo sequestrado em sua própria casa por dois membros da facção Primeiro Comando de Eunápolis. Um deles era conhecido como “Gago”. A vítima foi levada a um local clandestino conhecido como “desembolo” — um tipo de tribunal do crime onde execuções brutais ocorriam por pauladas ou pedradas como forma de intimidação  . Até hoje, Alan permanece desaparecido, e seu corpo não foi encontrado, caracterizando um possível desaparecimento forçado.

Investigação apontou que Joneuma teria pedido diretamente ao seu companheiro, “Dadá” — líder da facção — para “dar um jeito” no influencer irritada com as publicações — conforme interceptações telefônicas presentes no processo.

Segundo a denúncia, as postagens de Alan incluíam acusações delicadas, como facilitação da entrada de itens ilícitos no presídio e favorecimento político de candidatos. A ex-diretora, incomodada, teria acionado a facção para silenciá-lo.

Este caso traz à tona graves suspeitas de corrupção institucional e conluio entre agentes públicos e organizações criminosas dentro do sistema prisional. Ele evidencia os perigos enfrentados por quem expõe irregularidades, bem como os possíveis descaminhos na condução da justiça.

⚖️ Próximos passos jurídicos:

A denúncia segue tramitando no MP‑BA. Se comprovadas as acusações, Joneuma pode responder por graves crimes — entre eles, associação criminosa, sequestro, desaparecimento forçado e homicídio qualificado.

Fonte: Bahia Notícias

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