A comunidade discente da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) veio a público denunciar o estado crítico e insustentável de deterioração da estrutura física da instituição. O prédio histórico, símbolo da formação jurídica baiana, encontra-se em condições que comprometem a segurança e a saúde de estudantes, docentes e servidores.
Imagens recentes evidenciam o avançado grau de deterioração da infraestrutura. Rachaduras, infiltrações e danos estruturais indicam o risco de um colapso iminente em um edifício que é considerado um patrimônio histórico e cultural do povo baiano e brasileiro.
Segundo os estudantes, diversas emendas parlamentares já foram destinadas à Faculdade, mas não há transparência sobre a aplicação desses recursos. A comunidade acadêmica cobra explicações da administração universitária e denuncia o descaso institucional diante da falta de manutenção e de medidas emergenciais.
“O prédio está em ruínas, e não sabemos o que foi feito com as verbas que deveriam garantir a preservação da nossa Faculdade. É um sentimento de abandono”, afirmam representantes discentes em nota pública.
Crise estrutural e crise democrática
Além da precariedade física, a comunidade relata uma crise democrática que aprofunda o cenário de instabilidade.
A paridade de voto, princípio que garante a participação equilibrada de estudantes, professores e técnicos nas decisões internas, estaria sendo ameaçada. Essa mudança, segundo os denunciantes, fere os princípios da universidade pública e enfraquece a representatividade estudantil nos processos decisórios.
“A tentativa de reduzir a voz dos estudantes nas instâncias deliberativas é um ataque direto à democracia universitária e agrava o sentimento de exclusão”, destacam os alunos.
Ambiente acadêmico comprometido
O ambiente de ensino e trabalho na Faculdade de Direito da UFBA, segundo a denúncia, é considerado indigno e incompatível com os padrões de uma universidade pública federal.
Salas de aula em condições precárias, riscos à segurança e a ausência de manutenção adequada comprometem a qualidade do ensino e o bem-estar de toda a comunidade acadêmica.
“Estamos estudando e trabalhando em um espaço que coloca nossa segurança em risco. O silêncio das autoridades é inaceitável”, afirmam os discentes.
Patrimônio histórico ameaçad
Fundada em 1891, a Faculdade de Direito da UFBA é uma das mais antigas do país e berço de importantes juristas, intelectuais e gestores públicos. Seu prédio, localizado no centro histórico de Salvador, é parte do patrimônio cultural baiano e hoje sofre o que estudantes chamam de “destruição silenciosa”.
Os denunciantes reforçam que o descaso atual representa uma perda não apenas para a comunidade universitária, mas para toda a sociedade.
“Estamos vendo um patrimônio ser destruído aos poucos, sem reação, sem transparência e sem responsabilidade pública”, lamentam.
Apelo por providências e transparência
A comunidade da Faculdade de Direito pede intervenção imediata da Reitoria da UFBA, do Ministério da Educação e dos órgãos de controle para garantir a aplicação correta dos recursos e a recuperação urgente do prédio.
Os estudantes, professores e servidores se colocam à disposição da imprensa e das autoridades para colaborar com informações e documentos que ajudem a dar visibilidade ao caso e pressionem por soluções concretas.
“O que está acontecendo na Faculdade de Direito da UFBA é inaceitável. Não podemos permitir que um patrimônio histórico, acadêmico e democrático seja destruído pela omissão”, conclui a nota.






