No último domingo, 6 de julho de 2025, um episódio marcante revelou a força da união e da legalidade na Associação 3 de Julho. Membros da entidade denunciaram, em entrevista à Rádio Nova FM e à imprensa local, uma tentativa clara de golpe, supostamente articulada pelo advogado João Batista Alves Pereira, conhecido como Jota Batista, e pelo ex-policial militar Marcelo Moreira.
Ambos, sem vínculo legal com a associação, tentaram impor à força uma diretoria ilegítima, desrespeitando a vontade soberana da maioria dos associados e decisões judiciais que já haviam indeferido suas investidas anteriores.
A tentativa de fraude incluiu uma eleição clandestina realizada no dia 15 de junho, ignorando completamente a existência de uma diretoria já eleita e empossada legalmente em 2 de julho. Além disso, houve falsificação de documentos, manobras para impedir o registro de chapas concorrentes e até coação de associados, com visitas intimidadoras lote a lote exigindo assinaturas de presença em uma suposta assembleia.
Na condução dessa manobra, o grupo tentou reconduzir Raimundo “Caboclo” ao cargo de presidente pela quarta vez consecutiva, mantendo a mesma tesoureira por três mandatos e ainda indicando o próprio marido dela como fiscal da gestão, um escândalo ético evidente.
Em um dos momentos mais tensos, após uma ida à delegacia, o grupo de Jota Batista retornou à sede da associação e tentou, às escondidas, dar posse à diretoria fraudulenta. Mas a comunidade resistiu: os associados retornaram ao local e impediram novamente a concretização do golpe. A Polícia Militar foi acionada mais uma vez e conteve o grupo, que deixou o local sob vaias e total desmoralização.
Jota Batista, que protagonizou cenas vexatórias, acabou advertido pelas autoridades e deixou a sede da associação sem apoio, sem respaldo legal e completamente desacreditado. A comunidade repudiou ainda a presença de Marcelo Moreira na chapa, ele que, segundo os denunciantes, já foi expulso de outra entidade, foi demitido da Polícia Militar e estaria exercendo ilegalmente a advocacia, sem registro na OAB.
As denúncias se estendem a crimes graves, como incêndios criminosos, furtos, invasões de lotes e até agressões físicas. Para manter o controle, o grupo passou a proibir o acesso dos associados legítimos à sede, contratando segurança privada e negando até mesmo o uso de banheiro e água a idosos e pessoas com deficiência.
A resposta dos associados foi contundente: a tentativa de golpe foi esmagada por uma maioria consciente e organizada, que reafirmou o compromisso com a democracia, a legalidade e o respeito às normas estatutárias da associação.
A resistência histórica da comunidade da 3 de Julho será lembrada como exemplo de coragem e dignidade. Já a vergonha protagonizada por Jota Batista e Marcelo Moreira entra para os anais da associação como o capítulo mais lamentável de uma tentativa desesperada de tomar o poder à força e falhar miseravelmente.
O recado foi dado: na 3 de Julho, golpistas não passarão.

