A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada nesta terça-feira (5) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), provocou forte reação entre governadores aliados. Diversos chefes de Executivo estaduais saíram em defesa de Bolsonaro e criticaram duramente a decisão do magistrado.
Durante evento na Bolsa de Valores, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), classificou a medida como “uma vingança pessoal” de Moraes. “Faz com que esse destempero desacredite a Corte. As decisões monocráticas têm que ser revistas. Isso tudo não constrói nada na democracia brasileira. Pelo contrário, pode ser a gota d’água de um processo de desobediência civil”, alertou Caiado.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se manifestou em defesa do ex-presidente. Ele afirmou que “Bolsonaro foi julgado e condenado muito antes do processo começar” e rejeitou a narrativa de tentativa de golpe, um dos argumentos utilizados nas investigações contra o ex-mandatário.
No Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) considerou a prisão domiciliar de Bolsonaro uma “medida extrema que acirra tensões políticas” no país.
Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, também se posicionou e acusou o STF de perseguição política e de promover um “ataque à liberdade de expressão”.
Outros governadores, como Ratinho Júnior (PSD-PR) e Wilson Lima (União-AM), também manifestaram solidariedade a Bolsonaro e preocupação com os impactos institucionais da decisão.
As reações políticas evidenciam a crescente tensão entre o Poder Judiciário e aliados do ex-presidente, que enxergam na decisão de Moraes um agravamento da crise institucional brasileira.