Após reunião no último sábado (14) com o presidente Lula, o governo federal acelerou a liberação de emendas parlamentares e destravou mais de R$ 500 milhões em recursos. O encontro contou com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) e dos ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil).
De acordo com dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), na sexta-feira (13) o total empenhado em emendas era de R$ 152 milhões. Nesta terça-feira (17), o valor saltou para R$ 667 milhões, com R$ 535 milhões destinados exclusivamente à área da Saúde.
Segundo interlocutores do Planalto, a maior parte desse montante corresponde às chamadas “emendas panetone” — recursos prometidos no fim de 2024 para garantir apoio ao pacote de controle de gastos do governo. Até então, essas verbas estavam represadas, gerando insatisfação até mesmo entre parlamentares da base aliada, que vêm sendo pressionados por prefeitos em suas bases eleitorais.
Durante o fim de semana, ministros foram orientados a acelerar a liberação. Gleisi Hoffmann chegou a solicitar um “mutirão” entre os ministérios e, na segunda-feira (16), reforçou a promessa em reunião com Rui Costa e líderes partidários. A equipe técnica responsável pelas liberações no Ministério da Saúde deve ser reforçada para cumprir o cronograma.
Os ministros explicaram ainda que o atraso se deve a dois fatores principais: a sanção tardia da Lei Orçamentária Anual (LOA), ocorrida apenas em abril, e a nova dinâmica imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou o processo de liberação das emendas mais lento e burocrático.
A meta do governo é liberar até R$ 2 bilhões em emendas parlamentares até o fim deste mês.