5 de março de 2026 19:49

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Governo propõe devolução de descontos irregulares do INSS

A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (2), um plano de devolução de valores descontados de forma irregular nos benefícios pagos pelo INSS entre março de 2020 e março de 2025. A proposta aguarda homologação do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF.

O acordo, firmado em conjunto com o Ministério da Previdência Social, a Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho Federal da OAB, prevê que os primeiros ressarcimentos ocorram já a partir do dia 24 de julho, com lotes quinzenais que contemplarão cerca de 1,5 milhão de beneficiários cada.

Os valores serão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e os reembolsos poderão ser feitos de forma automática ou mediante solicitação.

Quem terá direito?

Terão direito ao ressarcimento os aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos em seus benefícios durante o período mencionado. Segundo o INSS, foram registradas 3,6 milhões de contestações, das quais 2,16 milhões não foram respondidas pelas entidades que realizaram os descontos — essas já poderão ser incluídas no acordo.

Outros 828 mil casos tiveram resposta com documentação apresentada pelas entidades, mas seguem sob análise.

Como solicitar a devolução?

Para receber os valores, os beneficiários lesados devem entrar em contato com o INSS pelos seguintes canais:

  • Aplicativo Meu INSS
  • Central telefônica 135
  • Agências dos Correios

Devolução automática

Alguns grupos receberão o ressarcimento automático, sem necessidade de solicitação, por estarem em situação de vulnerabilidade:

  • Idosos com mais de 80 anos
  • Quilombolas
  • Indígenas

O que acontece com quem entrou na Justiça?

Quem já entrou com ação judicial contra o INSS poderá aderir ao acordo, mas deverá desistir do processo judicial. Nesses casos, o INSS pagará 5% de honorários advocatícios para ações individuais ajuizadas até 23 de abril de 2025. Aqueles que não aderirem poderão continuar buscando reparação na Justiça.

Combate a novas fraudes

Como parte da proposta, o INSS se comprometeu a revisar normas e procedimentos internos para evitar novos casos de fraudes em descontos associativos.

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