O setor público brasileiro — que reúne governo federal, estados, municípios e estatais — encerrou o mês de agosto com déficit primário de R$ 17,25 bilhões, ou seja, gastou mais do que arrecadou.
Apesar do saldo negativo, o resultado ficou abaixo da projeção do mercado, que esperava um rombo de R$ 19,1 bilhões, sendo o melhor desempenho para o mês desde 2021.
No acumulado de janeiro a agosto, o déficit chega a R$ 61,8 bilhões, o equivalente a 0,74% do PIB. O maior peso vem do governo federal, responsável por R$ 84,6 bilhões do rombo. Já estados e municípios registraram superávit de R$ 31,1 bilhões.
Segundo analistas, o resultado indica uma leve melhora fiscal, mas ainda insuficiente para equilibrar as contas públicas. A dívida bruta do país atingiu 77,5% do PIB, e o cenário de juros elevados mantém o ajuste das contas como um desafio de longo prazo.