5 de março de 2026 19:59

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Greve no Hospital Regional de Porto Seguro expõe falhas do Governo do Estado e gestão do IGH

Funcionários do Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, decidiram entrar em greve nas próximas 72 horas, prazo legal para que a administração da unidade mantenha o funcionamento mínimo. A decisão foi tomada em assembleia na noite de terça-feira (12), no auditório do hospital, pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde da Região (Sintesi).

Segundo a diretora do sindicato, Cosmira Amador, a paralisação abrangerá cargos de nível médio, como técnicos de enfermagem, porteiros, cozinheiros, equipes de internação, emergência, centro cirúrgico, UTI adulto e UTI neonatal. Apenas 30% do efetivo permanecerá em atividade, conforme exige a lei para serviços essenciais.

A principal reivindicação da categoria é o pagamento integral dos salários de agosto, que seguem atrasados. O hospital é administrado pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que conta com cerca de 2 mil funcionários, e enfrenta críticas constantes quanto à sua atuação.

A crise foi agravada nos últimos dois meses pelo corte ou atraso nos repasses da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), recurso fundamental para que o IGH cumpra suas obrigações trabalhistas. O mesmo problema já havia levado à paralisação total da lavanderia e à redução de 50% da equipe de higienização.

Cosmira afirma que o sindicato tenta contato tanto com o IGH quanto com a Sesab, mas não obteve retorno da secretária estadual de Saúde, Roberta Santana, desde segunda-feira (11). O Sintesi representa apenas trabalhadores de nível médio, enquanto médicos e enfermeiros têm representação própria.

O IGH também é responsável pela gestão do Hospital Regional de Eunápolis, onde relatos de atrasos salariais e problemas operacionais têm gerado insatisfação. Sendo que a responsabilidade é da Prefeitura de Eunápolis, diferente do Hospital de Porto Seguro, que é de responsabilidade do Governo do Estado.

PUBLICIDADE