5 de março de 2026 20:12

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Guerra em Gaza completa dois anos com maior chance de trégua desde o início do conflito

A guerra na Faixa de Gaza completa dois anos nesta terça-feira (7) com o cenário mais promissor para uma trégua desde o início do conflito, em outubro de 2023. Apesar das acusações de genocídio, da crise humanitária e de dezenas de milhares de mortes, representantes de Israel e do Hamas voltaram a negociar um acordo de paz no Egito, sob mediação dos Estados Unidos.

O plano proposto por Washington prevê a libertação dos reféns em poder do grupo palestino e a retirada gradual das tropas israelenses. Fontes diplomáticas afirmam que o esgotamento militar, a pressão internacional e o colapso das condições de vida em Gaza criaram um ambiente mais favorável à paz.

A coronel da reserva Pnina Baruch, do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Tel Aviv, reconhece que Israel vive hoje um isolamento diplomático, mas acredita que um acordo pode reverter o cenário. “Temos ministros que falam em ‘apagar Gaza’, e isso só reforça as acusações de genocídio”, disse, em referência a aliados do premiê Binyamin Netanyahu.

Enquanto isso, Netanyahu tenta equilibrar a manutenção de sua coalizão — a mais à direita da história do país — e a crescente pressão popular por um cessar-fogo e pela libertação dos reféns.

Do lado palestino, o Hamas aceitou partes da proposta norte-americana, mas há impasses sobre o desarmamento do grupo e a formação de um governo tecnocrático.

Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 israelenses e sequestrou mais de 250 pessoas, a ofensiva de Israel devastou Gaza. O Ministério da Saúde local afirma que mais de 67 mil palestinos morreram e a maioria da população vive sem acesso a água, energia e medicamentos.

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