A jornalista Alinne Werneck publicou, nesta semana, uma nota pública de repúdio contra o canal de YouTube “Arquivo Estranho”, acusando seus administradores de ataques pessoais, difamação, exposição indevida de dados e disseminação de informações falsas. Em manifestação contundente, a profissional descreveu o canal como um “depósito de ofensas”, sustentado por condutas criminosas e desinformação deliberada, e anunciou o início de ações judiciais e administrativas contra os responsáveis.
Segundo Alinne, o conteúdo veiculado pelo canal ultrapassou os limites da liberdade de expressão e violou diretamente sua honra, dignidade e reputação profissional, ao associá-la a supostos crimes sem qualquer respaldo jurídico. Entre os pontos destacados estão a divulgação de áudios sem autorização, a utilização indevida de sua imagem e nome, e acusações infundadas oriundas de “meras suspeitas”.
“A exposição de áudios sem autorização, a imputação vexatória e as ilações irresponsáveis sobre minha vida profissional e pessoal são crimes. E serão cobrados como tal”, declarou Alinne.
Questionamentos e defesa da atuação profissional
A jornalista também rebateu críticas à sua formação acadêmica, esclarecendo que possui curso superior reconhecido pelo MEC, além de quatro pós-graduações concluídas e duas em andamento. Ela também destacou o reconhecimento já obtido de instituições como a FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) e a ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) por sua atuação combativa e ética no jornalismo investigativo.
Alinne relatou ainda que tentativas de vincular seu nome a crimes baseiam-se em motivação pessoal, perseguição sistemática e tentativas de silenciamento, classificando o comportamento dos responsáveis pelo canal como obsessivo e irresponsável.
Atuação jurídica e medidas em curso
A nota é endossada por seus advogados representantes, que confirmaram o início de medidas legais nas esferas cível, penal e administrativa, inclusive com notificações ao Google e à TV Bahia, citada nos vídeos como parte do conteúdo questionado.
“Já apuramos que outras vítimas dos mesmos administradores obtiveram, por via judicial, a remoção de vídeos considerados ofensivos e lesivos à honra. Tais precedentes judiciais fortalecem o caminho legal que está sendo adotado neste caso”, afirmaram os advogados.
A equipe jurídica é composta por Dra. Elizângela Gemaque (especialista em crimes digitais), Dra. Paola Marcondes e Dr. Osmar Calegari, que garantiram que todas as provas foram reunidas e que a ação visa garantir a responsabilização dos envolvidos em todas as frentes possíveis.
Liberdade de expressão versus abuso
A nota finaliza com uma crítica direta ao uso indevido da liberdade de expressão como escudo para ataques pessoais, reforçando que a legislação brasileira não tolera calúnia, injúria, difamação ou exposição vexatória, mesmo quando disfarçadas de denúncia pública.
Alinne também questiona a ausência de denúncias formais nas autoridades policiais por parte dos produtores do canal:
“Se sou tudo aquilo que afirmam — estelionatária, farsante, embuste — por que não foram à delegacia registrar uma denúncia formal? Porque o circo midiático lhes rende mais audiência do que a verdade.”
A nota encerra com a afirmação de que o caso sairá do campo da desinformação para o campo jurídico, com cobrança firme por reparação legal e moral.
📄 Nota publicada em 21 de julho de 2025
⚖️ Medidas legais protocoladas nas esferas cível, penal e administrativa
📺 Canal envolvido: “Arquivo Estranho” (YouTube)