5 de março de 2026 14:42

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Júri popular marcado para acusados de assassinato de dois professores em Porto Seguro após quase 17 anos

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) marcou para 5 de maio de 2026 o júri popular dos três acusados pelo duplo assassinato dos professores e dirigentes sindicais da APLB em Porto Seguro, ocorrido em 17 de setembro de 2009, na zona rural daquele município na Costa do Descobrimento. O julgamento será realizado no Fórum de Itabuna, no sul do estado, e representa um novo capítulo de um processo que se arrasta por quase 17 anos.

Os réus no processo, Edésio Ferreira Lima Dantas, Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa, respondem à ação penal em liberdade e negam participação no crime, segundo informações do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

De acordo com a denúncia, Edésio, que na época ocupava cargo de secretário municipal de Governo e Comunicação, é apontado como suposto mandante do duplo homicídio. Já os dois policiais militares, que atuavam na segurança do então prefeito de Porto Seguro, teriam sido intermediários na contratação dos executores.

A investigação aponta que os dois professores, Álvaro Henrique e Elisney Pereira, foram atraídos até a área rural com a falsa justificativa de que a mãe de um deles estaria passando mal. Ao chegarem ao local, foram surpreendidos por uma emboscada e mortos a tiros. O episódio ocorreu poucos dias após a deflagração de uma greve dos professores, liderada por Álvaro Henrique, então presidente da APLB em Porto Seguro.

Durante o curso das apurações, os acusados chegaram a ser presos, mas foram libertados e passaram a responder ao processo em liberdade.

O caso teve grande repercussão regional e nacional pela sua violência, pela condição das vítimas como líderes sindicais e também pela duração do processo, que só agora chega à fase de julgamento pelo Tribunal do Júri.

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