O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed) realiza, nesta quarta-feira (30), uma nova assembleia virtual para discutir a suspensão de atendimentos em cinco hospitais públicos da rede estadual. A paralisação, que deve começar nesta quinta-feira (31), foi aprovada após denúncias de demissão em massa de profissionais contratados via CLT.
A medida afeta os atendimentos eletivos clínicos e cirúrgicos nas seguintes unidades de saúde de Salvador: Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Hospital Geral do Estado (HGE), Maternidade Tsylla Balbino, Iperba e Hospital Albert Sabin.
Segundo o sindicato, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) estaria promovendo o desligamento de mais de 500 médicos, com a intenção de substituí-los por contratos no regime de Pessoa Jurídica (PJ). A categoria denuncia a precarização das relações de trabalho e exige condições dignas e estabilidade no vínculo empregatício.
Durante a assembleia desta quarta, marcada para às 18h, os profissionais devem debater a logística da paralisação e estratégias de mobilização. Caso o governo estadual não apresente propostas de negociação, a suspensão dos atendimentos será mantida por tempo indeterminado.
Em nota, o Sindimed afirmou que “a luta por condições dignas de trabalho continua” e reforçou que o movimento é uma resposta à tentativa de desmonte das garantias trabalhistas conquistadas ao longo dos anos. A Secretaria de Saúde ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.