A aplicação de recursos públicos em obras de pavimentação asfáltica em Eunápolis tem gerado uma série de críticas e questionamentos por parte da população e de lideranças políticas locais. A principal queixa recai sobre a priorização de ruas centrais já calçadas, que estão sendo asfaltadas, em detrimento de bairros periféricos que seguem sem infraestrutura básica.
De acordo com informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, sob comando de Jonatha Luis Cavalli, a obra de pavimentação foi contratada por meio do processo licitatório PE010/2024, e formalizada no contrato CT005/2025 com a empresa LIGA ENGENHARIA LTDA (CNPJ 15.270.565/0001-66). O contrato tem valor total de R$ 12.142.153,02, sendo que R$ 4.817.052,21 já foram pagos, o que representa quase 50% do valor contratado.
A gestão municipal, liderada pelo prefeito Robério Oliveira, vem sendo criticada por aplicar asfalto sobre vias que já contavam com calçamento em boas condições, enquanto comunidades inteiras permanecem sem qualquer tipo de pavimentação, lidando diariamente com poeira, lama e dificuldade de mobilidade.
Moradores de bairros como Juca Rosa, Pequi, Alecrim e Nacional relatam frustração com a ausência de obras prometidas em campanhas anteriores e alegam que os investimentos não refletem as necessidades reais da população.
Diante dos valores já repassados à empresa responsável, cresce a cobrança sobre os vereadores do município, que têm a função constitucional de fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos. A população espera que o Poder Legislativo exerça seu papel de forma rigorosa, acompanhando de perto a execução do contrato, a qualidade dos serviços prestados e a aderência ao cronograma e metas previstas.
Além disso, lideranças comunitárias cobram transparência total nas planilhas de medição da obra, acesso a relatórios técnicos e explicações claras sobre os critérios utilizados pela gestão municipal para definir quais ruas seriam beneficiadas.
Com quase metade do valor do contrato já empenhado, o caso levanta um alerta sobre a necessidade de mais equilíbrio na distribuição dos recursos, para que a pavimentação atenda às áreas que mais precisam, e não apenas os pontos centrais da cidade.
Informações: Portal Sul Bahia
