A Polícia Civil da Bahia apura as circunstâncias da morte de Eloá Araújo de Souza, uma criança de 2 anos, que foi levada pelos pais adotivos ao Hospital Municipal Sagrada Família, em Teixeira de Freitas, extremo sul do estado, na noite da última terça-feira (21).
Segundo informações da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Teixeira de Freitas), a mãe adotiva relatou aos médicos que a criança teria caído da cama por volta das 19h, enquanto tentava pegar um brinquedo na cabeceira. Contudo, os profissionais de saúde identificaram lesões pelo corpo da menina que levantaram suspeitas e levaram à notificação às autoridades.
Apesar das tentativas de reanimação realizadas pela equipe médica, Eloá não resistiu e teve o óbito confirmado às 20h45. O corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Teixeira de Freitas, onde passará por exames complementares para determinar a causa da morte. Até o momento, não há previsão para velório e sepultamento.
No depoimento prestado à Polícia Civil, a mãe explicou que as lesões seriam decorrentes de pequenos acidentes domésticos, alegando que a menina era “muito ativa” e frequentemente sofria machucados. A mulher também afirmou que marcas semelhantes a mordidas, identificadas no corpo de Eloá, seriam resultado de brincadeiras com outras crianças da vizinhança.
O caso foi inicialmente registrado como “morte a esclarecer”, e a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a situação. Além disso, foi solicitada a realização de exames periciais para avaliar as lesões encontradas. A mãe foi liberada após prestar depoimento, mas permanece sob investigação.
A comunidade local aguarda esclarecimentos, enquanto o caso gera comoção e reforça o debate sobre a segurança de crianças em ambientes familiares. A Polícia Civil segue apurando todas as informações para determinar se houve negligência, maus-tratos ou outras circunstâncias que possam ter contribuído para o desfecho trágico.