5 de março de 2026 20:37

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Regência exclusiva para efetivos gera reação de professores em Eunápolis

A publicação do Edital nº 002/2026, que abriu 188 vagas para Professor Substituto na rede municipal de Eunápolis por meio de Processo Seletivo Simplificado (REDA), reacendeu o debate entre profissionais da educação. A seleção ocorre em etapa única, por avaliação curricular, com inscrição on-line seguida de confirmação presencial.

Apesar de o edital determinar que o professor contratado atue em sala de aula, assumindo a regência de classe na ausência do titular e cumprindo todas as atividades pedagógicas previstas no calendário escolar, a regra de remuneração tem sido o principal ponto de conflito.

Com base na Lei Municipal nº 1.529/2025, o pagamento do professor temporário é definido como única contraprestação, sem direito a gratificações, adicionais ou vantagens exclusivas do magistério efetivo. Na prática, educadores afirmam que a regência segue restrita aos concursados, mesmo quando o docente contratado está exercendo a função em sala.

O tema também trouxe à memória o ano de 2020, quando professores contratados foram desligados durante a pandemia da Covid-19, no terceiro mandato do atual prefeito, situação que deixou muitas famílias sem renda em um período de crise.

Diante do novo edital, professores temporários cobram um posicionamento da APLB Sindicato, alegando desvalorização da categoria. Educadores destacam ainda a mudança de postura da entidade após a posse da atual secretária de Educação, que já presidiu o sindicato. Segundo eles, o período anterior foi marcado por mobilizações intensas e paralisações, enquanto agora esperam uma atuação mais firme e pública diante das regras estabelecidas.

Fonte: Portal Sul Bahia

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