Em vídeo divulgado nas redes sociais, o vereador Pastor Renato fez duras críticas à gestão municipal de Eunápolis, questionando a real transparência nos gastos públicos com os festejos juninos deste ano. Segundo o parlamentar, apesar de o município ostentar um “selo de transparência”, nenhum vereador teve acesso aos contratos, valores ou detalhes sobre os recursos aplicados no evento.
“Esse selo não passa de propaganda para enganar a população. Nenhum vereador viu contrato de banda, valor de banheiro químico, decoração, palco, obra no espaço onde será realizado o evento, nem quanto o Estado está contribuindo. A gente não sabe nada”, afirmou Pastor Renato, visivelmente indignado.
O vereador destacou que a situação em Eunápolis contrasta com o discurso oficial de transparência, já que, segundo ele, todos os municípios da Bahia receberam o mesmo selo, independentemente da real prestação de contas ao público. “É um selo distribuído pra todo mundo, mas aqui, nem as empresas contratadas são divulgadas. Como a população pode confiar em algo que ninguém vê?”, questionou.
A crítica também envolveu a ausência de informações sobre emendas parlamentares utilizadas na realização da festa, incluindo valores e destinações. Para o vereador, a população tem o direito de saber onde está sendo investido cada centavo do dinheiro público, especialmente em eventos de grande porte e alto custo.
No encerramento do vídeo, Pastor Renato foi enfático ao fazer um apelo à espiritualidade: “Que Deus nos proteja do atual Governo de Eunápolis”, deixando claro o tom de insatisfação com a administração municipal.
As declarações geraram forte repercussão nas redes sociais, dividindo opiniões. Enquanto parte da população apoia a cobrança por mais clareza nos gastos públicos, aliados do governo acusam o vereador de politizar o tema em um período pré-eleitoral.
Procurada, a Prefeitura de Eunápolis ainda não se manifestou oficialmente sobre as denúncias. A expectativa agora é que os órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), acompanhem o caso e verifiquem a veracidade das afirmações.
A fala do vereador levanta um debate relevante: de que serve um selo de transparência se os representantes do povo não têm acesso aos dados que deveriam ser públicos? A festa pode até trazer alegria ao povo, mas a falta de clareza nos bastidores deixa um rastro de desconfiança.