5 de março de 2026 19:54

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Servidor público agride ex-companheira em via pública e é afastado pela Prefeitura

Um caso revoltante de violência contra a mulher registrado na cidade de Itabuna, no Sul da Bahia, gerou forte repercussão após a divulgação de vídeos que mostram um servidor público municipal agredindo brutalmente sua ex-companheira em plena via pública. O episódio ocorreu na manhã da última segunda-feira (21) e está sendo investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam/Itabuna).

O agressor foi identificado como José Eduardo de Souza Filho, lotado na Secretaria Municipal de Saúde de Itabuna, onde exercia desde 2021 a função de Assistente Administrativo. Câmeras de segurança registraram o momento em que o homem desfere um soco no rosto da vítima, seguido por chutes e puxões de roupa, enquanto ela tenta se proteger e fugir da agressão.

De acordo com a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma discussão entre o casal. A vítima já solicitou à Justiça uma medida protetiva de urgência, e a Deam instaurou inquérito policial por lesão corporal e ameaça. As investigações seguem em andamento para localizar e responsabilizar o agressor.

Diante da gravidade do caso, a Prefeitura de Itabuna divulgou nota oficial repudiando o ato de violência e informando o afastamento imediato do servidor, bem como o início do processo de desligamento. A gestão municipal também afirmou que a vítima recebeu solidariedade da primeira-dama Andrea Castro, e reforçou seu compromisso com a promoção dos direitos humanos e o combate à violência contra a mulher.

“Tão logo teve conhecimento dos fatos — amplamente divulgados por meio de vídeos nas redes sociais e na imprensa — a gestão municipal adotou, de forma imediata, todas as medidas cabíveis, incluindo o afastamento e o processo de desligamento do servidor”, diz a nota oficial.

A Prefeitura reiterou que não compactua com qualquer conduta que atente contra a integridade física, emocional ou moral de qualquer pessoa e espera que as autoridades competentes promovam a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização penal do agressor, nos termos da legislação vigente.

O caso reforça a urgência de políticas públicas de proteção à mulher e o papel da sociedade em denunciar e combater todas as formas de violência de gênero.

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