5 de março de 2026 20:23

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Fraude bancária: operação da Polícia Federal apura esquema de cerca de R$ 20 milhões na Bahia

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (13) a operação denominada Operação Worms 2 “Não Seja um Laranja”, que investiga um grupo criminoso suspeito de fraudes eletrônicas, furtos qualificados, estelionato majorado e lavagem de dinheiro, com movimentação estimada em torno de R$ 20,9 milhões ao longo de cinco anos.

Como funcionava o esquema

Segundo a PF, a organização utilizava “laranjas” ou seja, pessoas cujas contas eram usadas indevidamente, para movimentar valores ilícitos provenientes de fraudes contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições financeiras.


Ainda conforme os relatórios de inteligência financeira, foram observadas movimentações superiores a R$ 6,9 milhões entre 2023 e 2024, com projeção de que o valor alcance os R$ 20,9 milhões em cinco anos.
A apuração aponta também indícios de que parte dos recursos pode ter origem no tráfico de drogas, o que reforça a potencial conexão da fraude com outras atividades criminosas.

Ação em campo

Durante a operação, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, 23 medidas cautelares diversas da prisão e um mandado de prisão preventiva, todos expedidos pela Justiça Federal. Além disso, contas bancárias e outros ativos financeiros dos investigados foram bloqueados por determinação judicial, no objetivo de descapitalizar a organização. O trabalho foi realizado em Salvador e em Vitória da Conquista, na Bahia, contando com a participação de 52 agentes da Polícia Federal.

Contexto da investigação

A Operação Worms 2 dá continuidade aos trabalhos iniciados nas operações Operação Worms (2022) e Operação Não Seja Um Laranja (2022), que apuravam práticas semelhantes de fraude e lavagem de dinheiro. A investigação revela que o esquema evoluiu para utilizar instituições de pagamento, plataformas de apostas on-line e criptoativos com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos valores.


A operação integra a Força‑Tarefa Tentáculos, iniciativa que tem entre seus pilares a cooperação entre as autoridades e instituições bancárias/financeiras para o enfrentamento das fraudes eletrônicas.

Crimes e consequências

Os investigados são suspeitos de associação criminosa, furto qualificado, estelionato majorado e lavagem de dinheiro. As penas máximas somadas para esses crimes podem ultrapassar 30 anos de prisão. A abordagem se concentra, portanto, tanto no aspecto operacional da fraude (uso de contas de terceiros, movimentações dissimuladas) quanto no aspecto financeiro (ocultação, lavagem e integração com outras atividades ilícitas).

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