8 de agosto de 2026 3:30

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Porto Seguro se destaca no esporte enquanto Eunápolis, Teixeira e outras cidades deixam a desejar

No Extremo Sul da Bahia, o esporte parece ter encontrado um endereço onde é tratado com mais seriedade: Porto Seguro.

Enquanto o município mantém uma agenda esportiva mais movimentada e demonstra maior capacidade de transformar o esporte em política pública, cidades importantes da região, como Eunápolis e Teixeira de Freitas, vivem um cenário bem diferente.

Por lá, o esporte parece estar em hibernação.

E não faltam atletas, equipes e modalidades esperando apenas uma coisa: oportunidade.

Porto Seguro entendeu o recado

Porto Seguro tem conseguido ocupar espaços importantes no esporte regional com competições, eventos e iniciativas que movimentam atletas, clubes e comunidades.

A lógica é simples: quando existe calendário, estrutura e incentivo, o atleta aparece.

O esporte também movimenta economia, turismo, comércio e, principalmente, oferece alternativas para crianças e jovens.

Não se trata apenas de futebol.

Vôlei, basquete, artes marciais, ciclismo, atletismo, esportes de praia e tantas outras modalidades precisam de espaço, equipamentos e programas permanentes.

Porto Seguro parece ter entendido isso.

E Eunápolis?

Eunápolis, uma das maiores cidades do Extremo Sul, poderia ser uma verdadeira potência esportiva regional.

Tem população, atletas, clubes, escolinhas, espaços esportivos e uma localização estratégica.

O que parece faltar é uma política esportiva mais consistente e permanente.

Não basta organizar um campeonato de vez em quando, entregar troféu, tirar foto e considerar a missão cumprida.

Esporte precisa de planejamento.

Precisa de calendário anual.

Precisa de manutenção de espaços.

Precisa de transporte para atletas.

Precisa de apoio às equipes.

Precisa descobrir talentos nas escolas e dar condições para que eles continuem treinando.

Teixeira de Freitas também está fria

Teixeira de Freitas não fica atrás em potencial.

A cidade tem população expressiva e uma enorme quantidade de jovens que poderiam estar envolvidos em atividades esportivas.

Mas o cenário, para quem acompanha o esporte local, é de pouca movimentação e incentivo insuficiente.

Enquanto outras cidades conseguem colocar competições nas ruas e movimentar atletas, em alguns municípios do Extremo Sul parece que o esporte só lembra que existe quando chega a hora de inaugurar alguma obra ou divulgar uma ação pontual.

Esporte não pode ser evento de ocasião.

O esporte não pede luxo

É importante lembrar que não estamos falando necessariamente de grandes estádios ou investimentos milionários.

Muitas vezes, o que falta é o básico:

quadra funcionando, iluminação, material esportivo, professor, transporte e competição.

É isso que permite que um garoto troque a rua pelo campo, a quadra ou a pista.

E é justamente aí que o poder público deveria entrar.

Enquanto isso, os atletas continuam esperando

O problema é que os talentos existem.

Existem jogadores de futebol, atletas de artes marciais, corredores, ciclistas, jogadores de vôlei, basquete, futsal e praticantes de diversas modalidades.

O que muitas vezes não existe é uma estrutura pública capaz de transformar talento em oportunidade.

E quando o município não oferece espaço, patrocínio ou calendário, quem perde não é apenas o atleta.

Perde a cidade.

Perde o comércio.

Perde a juventude.

Perde a possibilidade de revelar talentos.

Porto Seguro mostra que é possível

A comparação é inevitável.

Se uma cidade do Extremo Sul consegue movimentar o esporte de maneira mais organizada, por que outras não conseguem fazer o mesmo?

Eunápolis, Teixeira de Freitas, Itamaraju, Santa Cruz Cabrália e outros municípios têm potencial para muito mais.

O esporte precisa deixar de ser tratado como assunto secundário.

Porque investir em esporte também é investir em educação, saúde, disciplina, inclusão e prevenção à violência.

Porto Seguro parece ter entendido o jogo.

Agora falta Eunápolis, Teixeira e as demais cidades entrarem em campo.

Porque, do jeito que está, o placar do esporte no Extremo Sul é preocupante:

Porto Seguro jogando.
E muita cidade ainda esperando o apito inicial.

PUBLICIDADE