7 de agosto de 2026 16:40

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Advogada é investigada por suposta fraude em contrato usado para tentar recuperar carro apreendido com suspeitos de facção

Uma advogada criminalista de 28 anos, alvo da Operação Chicana, da Polícia Civil da Bahia, é investigada por suspeita de ter utilizado um contrato de locação supostamente fraudado para tentar recuperar um veículo apreendido com dois homens apontados pela polícia como integrantes de uma facção criminosa.

A investigação aponta que o documento teria sido produzido com informações falsas e data retroativa, com o objetivo de apresentar uma versão de que o automóvel estava regularmente alugado antes de ser apreendido. A suspeita é que o contrato seria utilizado em uma tentativa de obter judicialmente a devolução do veículo.

Carro foi apreendido em Itabela

O veículo, um Volkswagen Nivus, foi apreendido pela Polícia Militar no dia 18 de abril, nas proximidades da Praça do Fórum, em Itabela.

Segundo a ocorrência policial, dois homens estavam no automóvel quando perceberam a aproximação dos policiais. Na tentativa de fuga, eles teriam colidido contra uma viatura, abandonado o carro e fugido a pé.

O veículo permaneceu apreendido.

Durante as investigações, surgiu um contrato de locação que teria sido apresentado para justificar a posse do automóvel por um dos suspeitos.

A Polícia Civil, porém, identificou indícios de que o documento poderia ter sido fraudado.

Contrato teria sido criado depois da apreensão

Segundo a investigação, o contrato apresentava uma data anterior à apreensão do veículo, o que poderia dar aparência de que a locação já existia quando o carro foi encontrado com os suspeitos.

Um homem idoso apontado como suposto locador declarou aos investigadores que teria assinado o documento sem saber exatamente o conteúdo.

Além disso, o proprietário da loja onde o veículo foi comprado afirmou que a advogada teria participado da negociação envolvendo o automóvel.

Advogada é alvo de busca e apreensão

A investigada foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos na quarta-feira (5), em Eunápolis, durante a Operação Chicana.

Policiais apreenderam aparelhos eletrônicos e documentos, que deverão passar por perícia. O objetivo é encontrar novas evidências, verificar a participação de outras pessoas e esclarecer como os documentos teriam sido produzidos e utilizados.

A investigação apura possíveis crimes de participação em organização criminosa, falsidade ideológica e fraude processual.

Prisão preventiva foi negada

A Polícia Civil chegou a solicitar a prisão preventiva da advogada. O pedido, entretanto, foi negado pela Justiça.

Segundo o Correio, a decisão levou em consideração o fato de a investigada ser mãe de um bebê de dois meses e estar em período de amamentação. Em vez da prisão, foram determinadas medidas cautelares diversas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

Investigação ainda está em andamento

A Operação Chicana não significa condenação. A advogada é investigada e terá direito à defesa e ao devido processo legal.

Agora, os documentos e equipamentos apreendidos serão analisados pela Polícia Civil. A perícia poderá esclarecer se houve efetivamente falsificação, quem participou da elaboração dos documentos e qual seria a finalidade do suposto esquema.

O caso também deverá esclarecer se o contrato foi produzido especificamente para tentar retirar da Justiça um veículo que havia sido apreendido em circunstâncias relacionadas a suspeitos de integrar uma organização criminosa.

Até o momento, as acusações fazem parte de uma investigação policial e não representam uma condenação definitiva.

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